segunda-feira, 15 de julho de 2013

Diretoria do Atlético-MG projeta renda de R$ 8 milhões no Mineirão.

Expectativa é que jogo contra o Olimpia tenha a maior arrecadação da história do futebol brasileiro.


A segunda partida da grande decisão da Taça Liberadores, entre Atlético-MG e Olimpia, do Paraguai, marcada para o dia 24, às 21h50m (de Brasília), no Mineirão, deverá proporcionar a maior renda do futebol brasileiro em todos os tempos. Pelo menos é o que projeta a diretoria do Galo. O estádio tem capacidade para abrigar quase 63 mil pessoas, que pagarão o que for necessário para estarem presentes no maior jogo da centenária história do clube. Segundo a diretoria atleticana, os valores deverão superar os R$ 6.948.710 da renda registrada no confronto entre Flamengo e Santos, na estreia das equipes na atual edição do Campeonato Brasileiro. Naquela oportunidade, no Mané Garrincha, em Brasília, o atacante Neymar se despediu do futebol brasileiro.
Torcida do Atlético-MG no Mineirão (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)Torcida do Atlético-MG vai lotar o Mineirão (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)
O diretor de futebol do Galo, Eduardo Maluf, afirmou que a renda deverá ser recorde, já que o apelo e a ansiedade dos torcedores alvinegros são enormes.
- Não sei ainda, não tem nada resolvido, nem que o jogo será no Mineirão. Mas acredito em uma renda de R$ 8 milhões, R$ 9 milhões.
O Atlético-MG, através do presidente Alexandre Kalil, ainda luta, nos bastidores, para transferir a partida decisiva para o estádio Independência, onde o Galo não é derrotado há 38 partidas. Porém, a Conmebol parece irredutível, e a final deverá mesmo ser realizada no Mineirão.
- Temos que esquecer essa situação e parar de reclamar do Mineirão. Vai ser ótimo, e a torcida vai comparecer em massa - afirmou Maluf.
A diretoria alvinegra não definiu detalhes da venda antecipada de ingressos nem ainda quais serão os preços.

Fla garante salário em dia, e Sheik dará resposta após final da Recopa.

Clube oferece dois anos de contrato e espera a definição do atacante do Corinthians. Clube tem cinco dias para tentar algum reforço de fora do país.


Emerson jogo Corinthians São Paulo Recopa (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Emerson dará resposta ao Fla nesta semana
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
As conversas estavam quentes, esfriaram e voltaram a esquentar. O Flamengo não desistiu de ter Emerson Sheik e aguarda a decisão do atacante. Na última semana, dirigentes do clube procuraram o jogador e deram garantias de que ele receberá salário em dia caso aceite retornar ao Rubro-Negro. Essa é uma das preocupações do jogador, que tem contrato com o Corinthians até o fim do ano e aguarda uma posição da diretoria do Timão para decidir o futuro.
Emerson pretende tomar uma decisão a partir da próxima quarta-feira, depois do segundo jogo da decisão da Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo, no Pacaembu. Novamente titular do técnico Tite, Emerson se recupera de uma lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo, sofrida na partida de ida contra o São Paulo.
Além do Flamengo, outros seis clubes - quatro do Brasil e dois dos Emirados Árabes - procuraram Emerson, que está livre para assinar um pré-contrato. O fato de voltar a morar perto dos filhos pesa a favor dos cariocas nesta disputa. O Vasco também sonha com o jogador, mas reconhece que o negócio é difícil. O GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato com a diretoria rubro-negra para comentar a negociação.
Aos 34 anos, Sheik pensa em encerrar a carreira no fim de 2015 e sugeriu um novo contrato de dois anos ao Corinthians. O clube, porém, sinaliza com um acordo por uma temporada, com possibilidade de renovação por mais uma. Já o Flamengo concorda com o desejo do atacante. Pessoas próximas a Emerson tratam o Rubro-Negro como uma "opção muito forte" caso o imbróglio com os corintianos não seja resolvido.
O Flamengo foi o primeiro clube em que Emerson teve destaque no Brasil, após longa passagem por Japão, Qatar e Emirados Árabes. Contratado como praticamente um desconhecido por Kleber Leite, em 2009, ele foi campeão carioca e participou de metade da campanha do título brasileiro, até sair para o Al-Ain dos Emirados Árabes. Na Gávea, ele participou de 26 jogos, 23 como titular, marcando 11 gols.
Última semana para ter reforços de fora do país
Leandro Castan na partida do Roma contra o Inter de Milão (Foto: Reuters)Leandro Castán (à esquerda) é alvo do Flamengo,  
mas negócio é difícil (Foto: Reuters)
Cada vez mais o mercado nacional vira a única alternativa para o Flamengo reforçar o time. A janela de transferências internacionais será fechada  dia 20 de julho. Como a data cai num sábado, o clube tem até a próxima sexta-feira para tentar trazer alguém de fora. Uma das tentativas do Rubro-Negro foi o zagueiro Leandro Castán, do Roma, da Itália, mas o negócio esfriou. Ele foi indicado por Mano Menezes, com quem trabalhou no Corinthians e na seleção brasileira.
Mano mantém a confiança de que receberá três ou quatro reforços de peso, mas a chance de algum deles vir do exterior a cada dia fica mais remota.
- As coisas vão acontecer dentro daquilo que estamos planejando para isso. E as regras estão postas, você tem que saber se comportar dentro das regras. A menos que haja alguma mudança de última hora em relação a isso, vamos ter que respeitá-la. E se o jogador vier de fora do país, temos que colocar dentro desse prazo – disse.

Freguês do Grêmio e algoz do Fla: o histórico do Olimpia contra brasileiros.

Equipe paraguaia enfrentou times do Brasil em 46 oportunidades e só venceu 11 vezes. Rival do Atlético-MG está invicto há seis jogos.


Na única vez em que encontrou um clube brasileiro em uma decisão de Libertadores, em 2002, o Olimpia levou a melhor, diante do São Caetano. Entretanto, seu retrospecto geral contra os brasucas na competição é animador para o Atlético-MG, adversário na final da edição deste ano: apenas 35% de aproveitamento, com 11 vitórias, 16 empates e 19 derrotas em 46 partidas.
Para tentar driblar as estatísticas, a torcida do Olimpia promete fazer uma grande festa no Defensores del Chaco, que estará lotado na próxima quarta-feira, para o primeiro jogo contra o Galo. E com o apoio da torcida os paraguaios conseguem melhorar seus números, alcançando 49% de aproveitamento, com nove vitórias, sete empates e sete derrotas em 23 jogos em casa contra brasileiros.
Freguês do Grêmio e algoz do Flamengo
O próprio Atlético-MG já enfrentou o Olimpia quatro vezes em Libertadores e nunca foi derrotado: são três empates e uma vitória por 1 a 0, em 1981. O maior algoz brasileiro do time paraguaio na competição é o Grêmio - foram oito encontros, onde a equipe de Assunção levou a melhor somente em duas oportunidades, sendo derrotada cinco vezes. O Corinthians também aparece como pedra no sapato, já que venceu três vezes e empatou uma, em quatro confrontos. Enquanto isso, o maior freguês é o Flamengo, de quem o Olimpia nunca perdeu em seis oportunidades, tendo vencido duas vezes e empatado outras quatro.
Nos últimos seis jogos contra times do Brasil, o Olimpia tem bom histórico: nenhum revés. Em 2004, a equipe empatou duas vezes com o Coritiba; venceu uma e empatou em outra oportunidade com o Flamengo, no ano passado; e eliminou o Fluminense nas quartas de final da atual edição da Libertadores com um empate sem gols e uma vitória por 2 a 1 em casa. A última derrota para brasucas aconteceu nas oitavas de final da Libertadores de 2003: 3 a 0 para o Grêmio.
Manuel Salgueiro Cavalieri gol Olimpia x Fluminense (Foto: AFP)Na atual edição da Libertadores, Olimpia eliminou o Fluminense (Foto: AFP)
Em todas as vezes que conquistou a Taça Libertadores (1979, 1990 e 2002), o Olimpia teve pela frente pelo menos uma equipe brasileira. No primeiro título, passou pelo Guarani nas semifinais. No segundo, enfrentou Grêmio e Vasco. No último, pegou Flamengo, Grêmio (semifinais) e São Caetano (final).
A maior vitória do Olimpia sobre uma equipe brasileira em Libertadores foi em 1999 quando derrotou o Palmeiras por 4 a 2. Já sua maior derrota foi diante do Corinthians, goleado por 4 a 0, também em 1999.
Olimpia e Atlético-MG iniciam a batalha pelo título da Taça Libertadores na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília). O jogo de volta será realizado uma semana depois, no Mineirão, no mesmo horário.
olimpia tabela brasileiros (Foto: Reprodução)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Jogadores e comissão festejam chegada de Autuori: 'Amanheceu'.

Com missão de devolver alegria ao São Paulo, novo técnico é elogiado por conversa franca, reaproxima profissionais antigos, e marca presença em treino.


O péssimo ambiente do São Paulo ganhou ares de renovação com a chegada de Paulo Autuori. Em seu primeiro dia de trabalho, ainda que veladamente, jogadores, integrantes da comissão técnica e até dirigentes que eram contrários à permanência de Ney Franco revelaram alívio com o novo técnico. Conhecido pelo bom relacionamento, Autuori iniciou seu novo desafio, e arrancou uma frase emblemática de um funcionário do clube.
- Em cinco minutos tive o que não tive no último ano. Parece que amanheceu.
A apresentação do treinador campeão da Libertadores e do Mundial de 2005 teve status de grande evento. Basta ver o número de dirigentes que chegaram ao seu lado: o presidente Juvenal Juvêncio, os vice-presidentes João Paulo de Jesus Lopes (futebol) e Roberto Natel (patrimonial), e os diretores Adalberto Baptista (futebol) e Osvaldo Vieira de Abreu (financeiro).
Paulo Autuori com a diretoria do São Paulo (Foto: Gustavo Serbonchini)Alta cúpula tricolor foi receber Paulo Autuori no CT da Barra Funda (Foto: Gustavo Serbonchini)




















Um pouco depois, dois advogados do clube, além de Júlio Martins, diretor adjunto de futebol, e Carlos Augusto de Barros e Silva, vice-presidente, se juntaram à tropa. Todos felizes com a mudança. Ney só tinha respaldo de Adalberto, que lamentou muito sua demissão.
Um dos dirigentes chegou a observar, durante o primeiro treino sob novo comando.
- Ele (Autuori) já sabe o nome de todo mundo, e chama todo mundo pelo nome.
Profissionais da antiga comissão técnica também voltaram a ter mais espaço. O preparador físico Sérgio Rocha e o auxiliar Milton Cruz participaram ativamente da atividade. Paulo Autuori levou consigo o preparador Gilvan Santos e seu assistente Renê Weber, mas eles nem foram a campo no primeiro dia.
Paulo Autuori treino São Paulo (Foto: Gustavo Serbochini)Milton Cruz e Paulo Autuori no primeiro treino do 
novo comandante (Foto: Gustavo Serbochini)
Milton e Autuori foram grandes amigos na primeira passagem do treinador pelo São Paulo, em 2005. Ele era um dos entusiastas de seu retorno, assim como o goleiro Rogério Ceni.
Do departamento médico também veio uma observação elogiosa ao novo comandante, sobre a naturalidade com que ele agiu em seu primeiro dia. “Parecia que nunca havia saído daqui”, disse o membro do grupo.
Uma das maiores críticas a Ney Franco era que ele não participava dos treinos, a grande maioria a cargo de Eder Bastos. Autuori ficou perto dos jogadores o tempo todo. Falou com firmeza, fez exigências e elogios quando as coisas saíram do jeito que pediu: “É isso que eu quero!”.
Na visão dos dirigentes, isso dará novo ânimo aos jogadores. Um dos atletas, inclusive, acha que a presença do treinador mudará a forma como os adversários vão encarar o Tricolor.
- Daqui para frente seremos mais respeitados.

Juninho volta com salário mínimo, dívida negociada e premiações.

Sete meses depois do adeus, Reizinho retorna para encerrar a carreira no Vasco. Jogador só recebe atrasados quando entrarem novos parceiros.


Juninho pernambucano apresentação vasco 2011 (Foto: Andre Durão)Juninho no retorno de 2011: bases contratuais são
semelhantes em novo vínculo (Foto: Andre Durão)
Foram 207 dias longe de São Januário. Do dia 17 de dezembro de 2012, quando foi anunciado oficialmente pelo New York RB, até esta manhã de 12 de julho, Juninho esteve distante da torcida vascaína, que ficou dividida entre a compreensão e o desgosto pela maneira como um dos maiores ídolos da história do Vasco deixou o clube. Com críticas duras à administração e ao ambiente político, o eterno Reizinho, sete meses depois de uma mal-sucedida passagem pelo futebol americano, já ganhou imediamente de volta o carinho de alguns torcedores quando se desligou do New York RB. Em novo contrato, que será assinado nesta manhã de sexta-feira, Juninho vai receber até o fim do ano um salário mínimo (R$ 678), mais as parcelas mensais da dívida de mais de R$ 500 mil de sua última passagem por São Januário. Também está previsto premiação por metas alcançadas, que ainda serão definidas.
A volta de Juninho foi rápida, "sem novela", como imaginava o diretor executivo de futebol Ricardo Gomes. Desde o primeiro contato houve o interesse mútuo. Na conversa esta semana, o Vasco chegou a propor um contrato de um ano com o meia de 38 anos. Mas Juninho preferiu assinar somente até o fim do ano. Em dezembro, no fim da temporada, o jogador vai avaliar se segue jogando ou se se aposenta. Juninho já tem proposta para trabalhar como comentarista na Copa do Mundo do ano que vem no Brasil e pode usar o tempo até o Mundial para se preparar para a função. Mas também não descarta, se estiver se sentindo bem fisicamente, jogar o Carioca ou, quem sabe, uma Libertadores da América - apesar de não estar entre os favoritos para a vaga no Brasileirão, o Vasco pode se classificar pela Copa do Brasil.  Por enquanto ainda não foi discutido nem imaginado uma partida de despedida para o camisa 8 vascaíno.
juninho pernambucano vasco treino (Foto: Alexandre Cassiano / O Globo)Obcecado por treinos, Juninho terá programação especial no Brasileiro (Foto: Alexandre Cassiano / O Globo)











No novo contrato, Juninho e o Vasco acertaram o reparcelamento da dívida do clube com o jogador. No último compromisso, que gerou polêmica e motivou reclamações do jogador pelo vazamento das informações, Juninho recebia (R$ 50 mil) por partida, mais uma bonificação por gols marcados. Dessa vez, o meia repete o contrato de sua volta ao futebol brasileiro em 2011, com salário mínimo e metas a serem definidas. As partes combinaram que a dívida será paga quando o clube começar a se reorganizar financeiramente. Ou seja, assim que os acordos para reorganização das dívidas tributárias sejam rearrumados e, em consequência disso, os patrocinadores entrem com receitas no caixa vascaíno.
Juninho também deixou claro que não vai ser possível jogar todas as partidas no ritmo intenso e de muitas viagens como é disputado o Brasileiro. A ideia é combinar com a comissão técnica o melhor aproveitamento do jogador, que fez um ótimo primeiro turno, classificado entre os melhores jogadores do Brasileiro de 2012, mas depois caiu na reta final, junto com o time.
Com todas arestas ajustadas, o objetivo é que a última fase da carreira de Juninho, que já deve sentir novamente o carinho dos vascaínos no treino desta sexta-feira, seja sem polêmicas. No fim do ano passado, o Reizinho manifestou preocupação com o nível do time para este ano, mas gostou do planejamento que a direção do futebol e a diretoria do clube o apresentaram.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dorival Júnior é apresentado e prega 'resgate do sentimento da torcida'.

Técnico volta a São Januário com contrato até dezembro de 2014, clama pelo retorno do laço forte com vascaínos, e pede 'blindagem' do campo.


Apresentado em São Januário na tarde desta quinta-feira como o novo treinador do Vasco,Dorival Júnior retorna ao clube depois de três anos e meio com uma clara missão, enfatizada em suas primeiras palavras na entrevista coletiva: resgatar a confiança do torcedor, fundamental para a conquista da Série B, em 2009, que marcou sua primeira passagem. Para ajudá-lo, a diretoria acertou a volta do ídolo Juninho, que assina nesta sexta. Em contrapartida, as mudanças definiram a saída de Carlos Alberto.
Prevista para começar às 14h30m, a cerimônia atrasou meia hora. Com um terno preto alinhado, Dorival sentou-se ao lado do diretor de futebol, Ricardo Gomes, e do presidente Roberto Dinamite. E não demorou a lembrar do papel dos cruz-maltinos em novo momento de dificuldade - em crise financeira, o clube deve salários e ocupa a 14ª posição no Brasileirão.
Dorival Junior apresentação Vasco  (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)Dorival chega ao Vasco novamente com a missão de reerguer o time (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)













O maior desafio neste momento é voltar a cativar o torcedor, trazer o torcedor para o nosso lado. Esse sentimento sempre moveu o clube, e isso não pode parar de jeito algum - afirmou, utilizando expressões semelhantes ao lema "O sentimento não pode parar", proposto na ocasião e que virou a bandeira nas arquibancadas ao longo da temporada.
Em enquete realizada pelo GLOBOESPORTE.COM, a contratação do treinador, em substituição ao demissionário Paulo Autuori, teve 92,5% de aceitação dos torcedores, entre mais de dez mil votos. Ele agradeceu o carinho e comentou o ambiente em sua volta.

- Fico contente com o reconhecimento da torcida, foi um trabalho importante naquela primeira passagem para o Vasco, para mim profissionalmente. Oportunidade que poucos profissionais têm de passar momentos muito bonitos dentro do clube, e é natural que crie um vínculo e uma aceitação.
Os problemas vêm acompanhando, como em todos os clubes, mas precisamos deixar isso de lado, conhecendo a nossa realidade, trabalhando para que sejam solucionados. O campo tem que estar blindado de tudo isso"
Dorival Júnior
Antes de iniciar a cerimônia, o presidente Roberto Dinamite elogiou o novo comandante e destacou o entrosamento do profissional com a filosofia na Colina.
- Não precisamos falar da competência (do Dorival). E tem um histórico dentro do clube muito positivo. Não só como técnico, mas que está dentro da filosofia do clube, que vai desenvolver um trabalho junto com Ricardo e toda a comissão técnica. Ele é técnico do Vasco até dezembro de 2014.
O assunto da crise financeira que atravessa o Vasco foi driblado por Dorival. Desde já, pediu ainda mais foco no trabalho e que os problemas extracampo não atrapalhem o rendimento.
- É fundamental que nos voltemos para o trabalho, não que isso não estivesse existindo. Mas os problemas existem, como em todos os clubes, mas precisamos deixar isso de lado, conhecendo a nossa realidade, trabalhando para que sejam solucinados. O campo tem que estar blindado de tudo isso.
O treinador traz seu filho, Lucas Silvestre, como auxiliar e o preparador físico Celso de Rezende. O restante da comissão técnica cruz-maltina, com nomes como o assistente Jorge Luiz e o preparador de goleiros, Carlos Germano, permanecem. Dorival orienta o treino já nesta quinta-feira à tarde, em preparação para o clássico contra o Flamengo, domingo, às 18h30m, no Mané Garrincha, em Brasília.
Confira mais alguns trechos da entrevista:
Relação com a torcida
"Espero continuar mantendo a confiança do treinador, o torcedor sempre foi o diferencial. Se não resgatarmos o sentimento da torcida, vai ficar ainda mais difícil. O Vasco passa por um momento de reestruturação, o trabalho será nesse sentido de continuar esse resgate"
Dorival Junior apresentação Vasco  (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)Dorival Júnior ao lado do presidente Roberto Dinamite (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)







Necessidade de reforços
"Sobre reforços, vamos seguir em frente, atrás do melhor para o Vasco. Estamos num caminho muito bom em relação a isso. A situação de outros jgoadores pode vir a acontecer, desde que viabilizemos o que temos a necessidade de fazer"
Efeitos da mudança de comando
"Jogadores que de repente estavam desanimados dentro do grupo têm que se recuperar e depois podem ajudar o clube, dentro de campo. Vamos buscar jogadores que possam ser o diferencial, para fazer a equipe crescer o mais rápido possível"
Comparação com 2009
"Não costumo fazer comparações entre jogadores. Estou pegando trabalho em andamento, que foi iniciado depois de momento vitorioso com Ricardo (Gomes) e Cristóvão (Borges), e reinício com Gaúcho e Paulo Autuori. Espero encurtar ao máximo esse tempo de readaptação, para já este ano buscar algo positivo para o clube".
Pressão na outra passagem
"Objetivo não era só de trazer para a Primeira, mas de ser campeão, porque o Vasco puxava aquela divisão. Naquele ano fomos eliminados na Copa do Brasil, pelo Corinthians, em jogo muito contestado até hoje. Poucos jogadores queriam vir ao Vasco. De repente, quatro, cinco meses depois, esses mesmos estavam ligando, pedindo para jogar. A torcida é fundamental nesse processo"
Esclarecimento sobre a dívida
"A minha dívida (R$ 750 mil, segundo balanço do clube) foi escalonada em 2011, ela está sendo paga normalmente desde então. Em um ou outro mês ela atrasa, mas vem sendo paga normalmente. Não entendi porque foi divulgado assim. Quando acabar, não vai problema nenhum"
Metas do trabalho
"Todo profissional tem obrigação de deixar o clube 20% melhor do que quando ele chegou, no mínimo. Às vezes falam que o profissional não ganhou título, mas não são só resultados. Na grande maioria, o segundo ou terceiro treinador que vem depois é o que ganha com esse time. Nas conquistas que consegui, procuro sempre agradecer quem estava antes"
O que mudou no Dorival?
"Cabelo mais branco, rugas (risos). O profissional amadurece, reequilíbrio profissional. Fiquei meses parado, foi importante esse tempo. Desde 2004 quando saí do Figueirense e assumi outro clube dias depois, eu não parei, até essa saída do Flamengo. Chego ao Vasco um pouco melhor do que anos atrás. O profissional tem que estar sempre mudando, melhorando, sempre preparado para resolver as situações"
Cariocas sem estádio
"Fiquei um ano fora com o Atlético-MG e realmente prejudica muito. O local do jogo tem que ser onde se identifica, onde conhece. Para mim foi uma grande dificuldade no Atlético. Íamos no dia do jogo, ficamos sempre afastados do torcedor original do clube. É importante estar no local que conhece, que visualiza melhor, que tem todos os contatos visuais"
Dorival junior vasco treino (Foto: Jorge William / O Globo)Dorival Júnior no Vasco-Barra, antigo CT alugado do clube, em 2009 (Foto: Jorge William / O Globo)

Barton faz longa análise sobre Neymar e volta a criticá-lo: 'Precisa ser testado'.

Meia inglês diz que é um 'absurdo' comparar o brasileiro às grandes estrelas do futebol, mas o elogia em alguns momentos e destaca seu número de gols.


Famoso no Brasil pelas críticas a Neymar, o inglês Joey Barton resolveu levar a brincadeira a sério e publicou nesta quinta-feira um longo texto no qual faz uma análise do craque sul-americano, a quem já chamou de "Justin Bieber do futebol". O meia do QPR, que estava emprestado ao Olympique de Marselha, manteve sua postura crítica ao camisa 10 da seleção de Felipão e garantiu que pretende observá-lo em ação no futebol europeu para poder compará-lo às grandes estrelas do velho esporte bretão.
- Compará-lo a uma série de grandes nomes da história, sem que ele tenha atuado no futebol europeu, é um absurdo. Até a temporada passada ele estava jogando no Campeonato Brasileiro, e apesar de alguns dos melhores do mundo terem começado por lá, todos se mudaram para se testarem onde está a elite mundial: a Europa. E esta é a razão pela qual não é possível julgá-lo - escreveu Barton, no início do longo texto, intitulado "Neymar: o que eu realmente penso".
Joey Barton site Neymar comentário (Foto: Reprodução)Joey Barton escreve texto intitulado 'Neymar: o que eu realmente penso' (Foto: Reprodução)







Barton, que fez as críticas anteriores via Twitter, desta vez usou seu blog para poder se expressar além do limite de 140 caracteres imposto pela rede social. Apesar de elogiar Neymar em alguns momentos, o inglês diz que, nas vezes em que o viu em campo, o brasileiro teria mostrado um desempenho abaixo das suas expectativas.
- Em ambos os amistosos contra a Inglaterra neste ano, apesar de exibir alguns lampejos de brilho no segundo jogo, ele perdeu muitas oportunidades de gol e segurou a bola por muito tempo. Antes disso, eu tinha visto alguns de seus golaços, mas, novamente, até que ele prove algo a mais eu não vou comprar essa ideia de que trata-se do "próximo Pelé".
Apesar das críticas iniciais, baseadas nos jogos a que assistiu, Barton reconhece que os números do ex-santista impressionam. Para sustentar sua opinião, o meia usou estatísticas do site "Prozone" para comparar o novo reforço do Barcelona com a média de um atacante da Liga dos Campeões, colocando frente a frente itens como chutes, domínio de bola e passes.
Joey Barton Olympique de Marselha (Foto: Reuters)Joey Barton já chamou Neymar de Justin Bieber do futebol, e Thiago Silva de transexual (Foto: Reuters)






Com base nas estatísticas, o inglês constata que o brasileiro é um "atacante mortal" e faz outras análises positivas do novo craque catalão. Mas ele reforça o ponto de que a publicidade sobre Neymar é exagerada e diz ver Messi e Cristiano Ronaldo muito à frente do ex-santista.
- Não há como negar que os dados ajudam a impulsionar Neymar a uma luz positiva. Ele já mostrou ser goleador no Brasil e também durante a Copa das Confederações. Nada mais marcante do que aquele marcado contra a Espanha. Ele também foi fundamental para o gol do Fred contra Uruguai na semifinal, o que me parece deixar o Brasil um pouco dependente dele. No entanto, nas poucas ocasiões em que o vi, ele esteve abaixo do esperado, e outras pessoas concordam comigo. Por essa razão, a publicidade em torno dele me parece exagerada. Ele mostrou lampejos durante a Copa das Confederações contra a forte concorrência, mas nem de longe teve a qualidade dos outros grandes nomes do futebol atual, como Messi ou Ronaldo.
Por fim, Barton conclui que o brasileiro ainda precisará provar o seu valor no Barcelona e na Europa até convencê-lo de que é, de fato, um grande craque.