sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gandula nas Confederações

Gandula ignora craques do Brasil 
em gol e vira atração no Paraná.

Menino de 14 anos segura a emoção no Maracanã e chega a ser 'atropelado' por jogadores da Seleção em comemoração, mas não esboça qualquer reação.


vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Espanha na Copa das Confederações deixou muitas lembranças para quem esteve no Maracanã. Para o gandula Vitor Tikassue, uma imagem não sai da cabeça: o primeiro gol da Seleção e a comemoração de Fred e Neymar junto com a torcida. Na lateral do campo, o garoto viu tudo de "camarote" e, ainda assim, não esboçou qualquer reação, nem mesmo quando os jogadores passaram por ele para festejar com a torcida. As imagens da comemoração mostram o "atropelamento" do menino, que virou atração em Foz do Iguaçu (PR), cidade onde mora.

O jovem, de 14 anos, estreava na função e lembra de cada detalhe. Apesar da emoção do momento, ele conteve a alegria e manteve a posição, parado, com a bola na mão. Só não contava que Fred resolveria correr para a torcida justamente no ponto onde estava posicionado. Em seguida, vieram outros craques, como Neymar, Oscar e Paulinho, que ainda tentou tirar o gandula do caminho com um "chega pra lá".
- Quando o Fred veio em minha direção, fiquei emocionado - contou.

- Não podia falar com jogador, não podia conversar, abraçar, nem tocar (...) Alguns gandulas são expulsos dos jogos e não podem mais ficar no campo. Se eu fosse expulso, não poderia mais ver o jogo - disse. 
A postura do garoto chamou atenção. Ouvidos nas ruas, muitos torcedores afirmaram que, no lugar dele, não conseguiriam ficar indiferentes após um gol do Brasil. Desde o episódio, tem sido assim: aonde vai, Vitor se depara com alguém comentando o assunto. Apesar da tentação, o gandula conta ter lembrado das regras e do desejo de continuar em campo para não agir por impulso.
Gandula Vitor Tikassue (Foto: Reprodução SporTV)Paulinho chegou a dar um empurrão no gandula para se juntar na comemoração (Foto: Reprodução SporTV)










 O Menino estava preparado para a situação. Ele e outros 17 colegas, que garantiram o direito de atuar como gandula na final após vencerem um torneio nacional, passaram por uma intensa preparação. As regras de comportamento foram reforçadas diversas vezes.
Vitor queria seguir todas as normas por profissionalismo, conduta considerada fundamental para seus planos. Desde a decisão da Copa das Confederações, outro desejo ocupa os pensamentos do jovem.
- Quero estar na final da Copa do Mundo - afirmou.
Orgulhosa, a mãe do gandula, Daniela Tranquilini, acredita que o filho está no caminho certo e enche o menino de elogios.
- Achei que ele agiu certo porque ele sempre foi assim. A vida inteira ele foi muito disciplinado organizado, muito focado no que ele queria - contou.

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